O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, em abril de 2026, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) 2025. O levantamento confirma que o Brasil está desacelerando seu crescimento populacional e passando por um processo acelerado de envelhecimento. Com uma taxa anual de apenas 0,39% em relação a 2024, o país chegou a 212,7 milhões de habitantes, mas a estrutura dessa população mudou, impactando desde o mercado de trabalho até a infraestrutura urbana.
De acordo com a Agência Brasil, o grupo de pessoas com menos de 40 anos diminuiu 6,1% em comparação a 2012. Já o topo da pirâmide segue em expansão: a população com 60 anos ou mais saltou de 11,3% para 16,6% no mesmo período.
A mudança também aparece nas diferenças regionais. Enquanto Norte e Nordeste ainda concentram maior proporção de crianças e adolescentes (até 13 anos), Sul e Sudeste lideram o envelhecimento populacional, com mais de 18% da população formada por idosos.
Foto: Marcello Casal Jr /Agência Brasil
O modo de vida dos brasileiros também acompanha essa transformação. O número de pessoas que moram sozinhas chegou a 19,7% em 2025, um crescimento expressivo em relação aos 12,2% registrados em 2012. Entre os homens, a maioria está na faixa de 30 a 59 anos. Já entre as mulheres, predomina o grupo de idosas, com 60 anos ou mais, vivendo de forma independente.
No setor imobiliário, a pesquisa aponta queda no percentual de domicílios próprios, que recuou para 60,2%, e avanço dos imóveis alugados, que chegaram a 23,8% e já representam cerca de um quarto das residências no país.
O cenário traçado pelo IBGE indica impactos diretos em áreas como previdência e saúde pública. Com uma população mais envelhecida e uma base de contribuintes menor, a tendência é de aumento na demanda por serviços e maior pressão sobre os sistemas de proteção social nos próximos anos.
Com informações da Agência Brasil
