Nubank negocia naming rights da arena do Palmeiras por R$ 51 milhões anuais

Proposta enviada à WTorre triplica o valor do contrato atual e prevê parceria até 2044

 


A Allianz confirmou oficialmente, nesta sexta-feira (10), a rescisão do contrato de naming rights com a WTorre, encerrando um ciclo de 13 anos que batizou a casa do Palmeiras como Allianz Parque. Em comunicado, o movimento foi descrito como amigável e alinhado a uma nova estratégia de marketing no Brasil.

— Somos profundamente gratos por tudo o que o Allianz Parque nos proporcionou e reconhecemos a importância do investimento para a consolidação da marca no país. No entanto, vivemos um período de crescimento acelerado e expansão territorial e decidimos encerrar esse ciclo para iniciar uma nova fase, com foco em ações que nos aproximem ainda mais de clientes, corretores, parceiros e a sociedade de Norte a Sul — disse Eduard Folch, CEO da Allianz Brasil.


Foto: Marcos Ribolli

O Nubank sinalizou interesse em assumir a propriedade comercial da arena do Palmeiras e mantém negociações com a WTorre, administradora do complexo. Embora as empresas ainda não confirmem oficialmente o fechamento do acordo, os valores envolvidos colocam a possível transação como uma das maiores da história do futebol sul-americano.

A proposta do banco digital gira em torno de US$ 10 milhões (aproximadamente R$ 51 milhões) por temporada. O valor representa uma valorização significativa em relação ao contrato firmado com a Allianz, em 2013. À época, o acordo previa um investimento de cerca de R$ 300 milhões por 20 anos — o equivalente a R$ 15 milhões anuais —, o que indica que a oferta do Nubank praticamente triplica esse montante.

Diferente do contrato anterior, que se estenderia até 2034, o Nubank projeta uma parceria de longo prazo. A negociação prevê vínculo até 2044, ano em que a WTorre devolve a gestão do estádio ao Palmeiras. O investimento total pode ultrapassar R$ 900 milhões ao longo de 18 anos.

 

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