Na manhã desta sexta-feira (13), o ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília. A equipe médica confirmou o diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral, com suspeita de origem aspirativa.
Bolsonaro, que cumpre pena na unidade prisional conhecida como "Papudinha", no Complexo Penitenciário da Papuda, deu entrada no hospital após ser socorrido pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Segundo as apurações da Agência Brasil, ele apresentava febre alta, calafrios, sudorese e queda nos níveis de saturação de oxigênio.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasi
Histórico de internações
Esta não é a primeira intercorrência médica de Bolsonaro desde o início de sua prisão. Em setembro do ano passado, enquanto ainda estava em regime domiciliar, o ex-presidente precisou de atendimento por episódios de vômitos, tontura e queda de pressão arterial.
Já em janeiro deste ano, quando estava detido na Superintendência da Polícia Federal, ele sofreu uma queda na cela após passar mal, batendo a cabeça em um móvel, o que resultou em uma nova internação. Foi nesse mesmo mês que a defesa conseguiu sua transferência para a "Papudinha", uma unidade com estrutura diferenciada que oferece apoio de fisioterapia, médicos 24 horas e adaptações de acessibilidade.
Embates judiciais e a "Papudinha"
A defesa de Bolsonaro tem pedido prisão domiciliar humanitária, sustentando a fragilidade de sua saúde. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após visitar o pai nesta sexta-feira (13), reforçou o apelo. "Dessa vez foi a pior vez que ele se internou. O ambiente prisional impede os cuidados necessários", afirmou o parlamentar à imprensa.
Contudo, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem negado os pedidos de progressão de regime. A decisão se baseia em laudos de uma junta médica da Polícia Federal, que atestou que, embora o ex-presidente demande cuidados contínuos, a unidade prisional atual possui plenas condições de oferecer o suporte necessário.
Regras de visitação
Para esta internação hospitalar, o ministro Moraes autorizou a presença da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como acompanhante, além de visitas dos filhos e da enteada. No entanto, a segurança foi reforçada pelo Núcleo de Custódia da Polícia Militar do DF, com agentes de prontidão 24 horas na porta do quarto.
Para garantir o isolamento do custodiado, está terminantemente proibida a entrada de celulares ou computadores na unidade hospitalar, permitindo-se apenas o uso de equipamentos médicos.
Jair Bolsonaro cumpre uma pena total de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados. Até o fechamento desta reportagem, não havia previsão de alta.
Com informações Agência Brasil.
