Caso Henry Borel: julgamento é adiado após defesa de Jairinho abandonar plenário

Advogados deixaram o júri, o que levou à suspensão da sessão; nova data foi marcada para 25 de maio

 

 

O julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, e de Monique Medeiros, acusados pela morte do menino Henry Borel, foi adiado após a defesa do ex-vereador abandonar o plenário do II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. A juíza remarcou a sessão para o dia 25 de maio.

Jairinho, padrasto, e Monique, mãe de Henry, estão presos desde 21 de abril de 2021, cerca de um mês após a morte do menino. Monique chegou a deixar a prisão em 2022, após decisão da Justiça, mas voltou a ser detida em 2023, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

Henry tinha quatro anos e morreu em 2021 com sinais de agressão. O caso aconteceu em um apartamento na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.


Foto: Reprodução/TV Globo

O que aconteceu?

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro iniciou os trabalhos na manhã desta segunda-feira (23) com o sorteio do Conselho de Sentença, composto por seis mulheres e um homem.

No entanto, após a leitura da denúncia pela juíza Elizabeth Machado Louro, a defesa de Jairinho solicitou o adiamento do júri, alegando falta de acesso a provas. O pedido foi negado e, diante da decisão, os cinco advogados deixaram o plenário, o que forçou a suspensão do julgamento, já que, por lei, a sessão não pode ocorrer sem a presença da defesa.

De acordo com o g1, a magistrada avaliou que a estratégia da defesa representou uma “interrupção indevida do processo”, em desacordo com diretrizes do STF. Elizabeth Machado Louro afirmou ainda que a conduta compromete o andamento do julgamento. Sem possibilidade de prosseguir, a juíza dispensou os jurados e remarcou a sessão.

“Assassinaram meu filho pela segunda vez”, declarou Leniel Borel, pai do garoto, após o encerramento.

Relembre o caso

O caso Henry Borel ocorreu em 8 de março de 2021. O menino, de quatro anos, foi levado a um hospital na Barra da Tijuca por Jairinho e Monique. O casal afirmou que a criança havia caído da cama, mas o laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou 23 lesões no corpo e indicou como causa da morte hemorragia interna e laceração no fígado, incompatíveis com um acidente doméstico.

Jairinho e Monique foram denunciados por homicídio triplamente qualificado e tortura.

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